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Primeiras Impressões: Wardrum

Wardrum é, sem dúvida, um dos roguelikes mais diferentes que já joguei. Ele mistura estratégia tática com mecânicas de ritmo, o que significa que você precisa acertar o tempo exato de cada comando para que os ataques dos seus personagens funcionem direito. Se por um lado essa ideia é super criativa e um ponto positivo, por outro ela acaba jogando contra, tornando as partidas um pouco cansativas e repetitivas depois de algum tempo.

Visual e Som

Visualmente o jogo é lindo, mas a mudança constante no ângulo da câmera às vezes incomoda, chegando a atrapalhar a leitura dos textos na tela. Outro ponto fraco é a trilha sonora, que para um jogo que usa o ritmo como mecânica principal, a música deveria ser pelo menos marcante, mas infelizmente, ela é bem monótona, repetindo a mesma batida tribal durante toda a campanha.

Estrutura das Partidas e Dificuldade

A estrutura do mapa lembra muito a de Slay the Spire: você escolhe seus caminhos e vai alternando entre batalhas comuns, lutas contra inimigos de elite, baús com tesouros e eventos aleatórios, tudo até alcançar o chefe do bioma.

Até o momento, consegui chegar ao chefe do segundo bioma e achei os monstros bem “duros” de matar. Eles têm uma quantidade de vida exageradamente grande. Entendo que a maioria dos roguelikes atuais funciona dessa forma: morrer, acumular recursos para melhorar os personagens e tentar de novo até vencer. Porém o processo aqui cansa muito.

Um Ritmo Mais Lento que o Normal

Essa mistura jogo tático com ritmo deixa o andamento de cada rodada bem lento. É uma pegada totalmente diferente de um roguelike de ação frenética como The Binding of Isaac, de um jogo de turno como o próprio Slay the Spire, ou até de um roguelike tradicional como Crypt of the Necrodancer, onde tudo no cenário se move junto com o jogador. Em Wardrum, o progresso é bem mais cadenciado.

Conclusão

No geral, Wardrum é um jogo único e divertido, mas que funciona melhor em “doses homeopáticas”, ou seja, em quantidades pequenas. É o título perfeito para passar o tempo entre um jogo e outro, ou para jogar só uma partidinha por dia. Se você tentar maratonar e passar horas seguidas nele, a experiência corre o grande risco de se tornar chata e maçante.

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