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Beat ’em up definitivamente não está morto

Ultimamente tenho jogado, de forma inconsciente, vários beat ’em up e só de olhar consigo notar que, apesar de ser de ser um gênero específico, eles são completamente diferentes, uns adicionando novas formas de jogar e outros seguindo a formula original.

King’s Blade

Esse é inspirado no universo de Conan, o Bárbaro, com uma estética bem única e arcaica e é isso que chama a tenção. Desenvolvido unicamente por um russo, Alexey Suslin, King’s Blade teve o seu lançamento em 07 de agosto de 2025.

Existem de três formas de ser jogado, sozinho, cooperativo com os amigos e com os bots. A forma mais divertida de se jogar é com mais três amigos, mas também é muito bom jogar com os bots, já que eles se tornam um “saco de pancadas”, ajudando com um avanço mais rápido e mitigando o dano que você vai receber diretamente no seu personagem durante a sua jornada entre os 10 estágios da campanha (mais alguns estágios secretos).

Falando em personagens, aqui contamos com quatro iniciais, Ervin (Bárbaro), Lagard (Mago), Miralda (Assassina) e Varosh (Aranha de Batalha), além de outros dois que são encontrados ao decorrer do jogo, o Feldrik (Mago) e o Grimar (Guerreiro Escravo). Cada um possui habilidades específicas, mas no geral o combate seguem os clássicos beat ’em up.

No jogo temos quatro dificuldades, fácil, normal, difícil e especialista, sendo as duas ultimas bem artificiais, pois aumentam de forma desproporcional os status dos inimigos e reduz os recursos que vem com o seu personagem, tornando a jornada bem maçante. Além disso temos o Modo Arcade, com as mesmas dificuldades, mas aqui, se morrer, volta pro inicio do jogo.

No geral, esse aqui é para quem gosta de clássicos, como Golden Axe, Steets of Rage, Cadillacs and Dinosaurs, entre outros.

Star Fire: Eternal Cycle

Aqui temos um jogo desenvolvido por uma equipe de cinco pessoas, com o lançamento em 08 de setembro de 2025. Diferente do anterior, a repetição faz parte do jogo, onde a sua morte faz com que reinicie o progresso quase inteiro, pois se trata de um roguelite.

As dificuldades são divididas em seis, Iniciante, Fácil, Normal, Difícil, Especialista e Inferno. Elas são gradativas e diferente bem equilibradas e a medida que aumenta vai aumentando o número de fases que precisa passar para completar a dificuldade, entre duas no iniciante e cinco a partir do Difícil, além de alguns bônus e maldições para o seu personagem.

Apesar de ser um roguelite, a essência do beat ’em up ainda está aqui, mas o próprio desenvolvedor diz que é um sidescroller de ação com elementos roguelike, mas que diferentemente da série Hades, é focado mais na construção de elementos no jogo, criando o dano mais poderoso para matar instantaneamente o chefe final, ou seja, ele seria uma mistura de Hack’n’Slash, Beat ’em up e Roguelite.

O sistema do jogo gira em torno dos núcleos de insectoides, umas runas, que dão habilidades passivas únicas para o seu personagem, podendo variar entre os seguintes tipos Terra, Vento, Trovão, Metal, Fogo, Água, Madeira, Sangue, Gelo, Sombra e Tempo. Inicialmente a protagonista consegue equipar seis runas, mas ao decorrer do jogo consegue equipar oito, conseguindo fazer uma sinergia elemental de nível 6 e outra de nível 2.

Também existem as relíquias, que são os itens do jogo, que melhoram os status do personagem, como a vida, regeneração de fúria, dano, entre outras coisas, além das diversas armas, talentos e armaduras que podem ser escolhidas antes da run ser iniciada.

Diferente do anterior, esse aqui é um jogo mais moderno que incentiva a repetição de forma que não enjoa, pois é possível fazer builds diferentes entre as runs.

Absolum

De todos os jogos citados aqui, esse provavelmente é o melhor, tanto pelas vendas, quanto pela qualidade final do jogo. Desenvolvido pela Dotemu, ele foi lançado em 09 de outubro de 2025 e aqui temos também um roguelite em um beat ’em up.

Com quatro personagens jogáveis temos uma variedade de gameplays com combos diferenciados, variando entre uma jogabilidade lenta mais danosa ou mais ágil e flutuante, ou até mesmo uma bem repetitiva, mas a distancia e acredite se quiser, pode até ser um necromante aqui.

Nesse jogo o que surpreende inicialmente é o visual desenhado a mão a jogabilidade rápida com combos, lembrando um hack ‘n’ slash e diferente dos outros jogos, aqui não existe uma seleção de dificuldades, porém temos um modo assistência, onde basicamente você pode decidir de vai receber mais ou menos dano, variando entre 0% e 200% e também se vai dar mais ou menos dano entre 50% e 500%.

Para ficar mais forte durante as runs temos as inspirações, que são passivas e habilidades diretamente vinculadas ao personagem, também existem os rituais, habilidades elementais que adicionam elementos como água, fogo e vento nos movimentos básicos de qualquer personagem que esteja jogando.

O que chama atenção aqui é que a medida que você vai morrendo e retornando a base, a história vai avançando, quase igual ao Hades, mas a media que avança, novos caminhos vão surgindo.

Conclusão

Somente com esses três jogos podemos ver que existe uma grande variedade de Beat ’em ups no mercado para todos os gostos e além dos que citei, poderia ter colocado muito mais por aqui, como o Fight’n Rage, River City Girls 1 e 2, Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge, Lost Castle 1 e 2, Streets of Rage 4, GODBREAKERS e ainda temos várias promessa para o futuro, como o Marvel Cosmic Invasion, Ghost Vanguard e Mexican Ninja.

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